NÃO SE PREOCUPE.TENDE A PIORAR

Ricardo Noblat

Está ruim?

Você ainda não viu nada.

O rendimento do trabalhador nos últimos 10 anos caiu pela primeira vez em fevereiro último devido à inflação e à retração da economia.

A queda foi de 0,5% na comparação com fevereiro de 2014.

A taxa de desemprego subiu para 5,9%, o índice mais alto para meses de fevereiro desde 2011, segundo o IBGE.

Uma taxa de 5,9% representa uma piora tanto em relação ao resultado do mesmo mês no ano passado (alta de 0,8%) como em relação relação a janeiro (+0,6%).

O número de pessoas ocupadas atingiu 22,22 milhões, uma queda de 1% sobre janeiro. O número de pessoas à procura de vagas aumentou para 1,4 milhão (10,2%).

Salário (Foto: Arquivo Google)

PONTOS & CONTRAPONTOS

 

Largas perspectivas

O ex-deputado federal Gastão Vieira deve assumir em breve um cargo graúdo na equipe da presidente Dilma Rousseff. Algumas vozes especularam que se ele ainda estivesse no PMDB, poderia ser convocado para o Ministério da Educação na vaga aberta com a demissão do ministro Cid Gomes. Ocorre que Gastão já está no PROS, e essa filiação partidária dificulta tal possibilidade, já que é voz corrente na base governista de que o partido não deve continuar com a pasta. Nos bastidores, a versão mais corrente é a de que o PMDB vai pressionar para abraçar também esse ministério, devendo medir forças com o PT, que também está de olho na cadeira ocupada até semana passada pelo ex-governador do Ceará. Gastão Vieira dificilmente desembarcará no MEC, mas com a saída de Cid Gomes ele passa a ser a figura mais proeminente do PROS, o que lhe abre largas perspectivas no governo.

 

Posse à vista I

A cúpula estadual do PMDB aposta que Alberto Filho assumirá nesta semana o mandato de deputado federal na vaga hoje ocupada pelo ex-prefeito de Porto Franco, Deoclídes Macedo (PDT). O político de Bacabal foi diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Alberto Filho já comunicou oficialmente sua situação à Mesa da Câmara Federal, que encaminhou o processo para a Comissão de Constituição e Justiça, que o examinará e comunicará à presidência que o ato é perfeito. Como a decisão do TSE foi no sentido de não reconhecer os votos de Deoclídes Macedo, este votará à condição de suplente e Alberto Filho será empossado como o titular do mandato.

 

Posse à vista II

Tão logo o pemedebista Alberto Filho assuma o mandato de deputado federal, um problema aterrissará na mesa do governador Flávio Dino. Explica-se: Alberto Filho ganhou o mandato porque com a invalidação dos votos de Deoclídes Macedo, que se tornou inelegível por conta de problemas com a prestação de contas quando prefeito. A rigor, o primeiro suplente seria Julião Amin (PDT), que assumiu o mandato, mas foi convocado pelo governador Flávio Dino para assumir a Secretaria de Estado do Trabalho, abrindo a vaga para Deoclídes. Com a perda do mandato, Amin se garantiu na secretaria, mas Macedo ficará desempregado. A por se tratar de um quadro com larga experiência política e administrativa, o governador certamente ajustará sua equipe para acomodar o ex-prefeito de Porto Franco.

 

Janela fechada

De acordo com o novo Portal da Transparência, o Governo do Estado fechou o mês de janeiro com um saldo de receita no valor de R$ 1.436.105.659,39, em fevereiro com R$ 3.181.037.041,98 e até ontem o saldo de março era de  R$ 3.752.466.211,11. Mas no que diz respeito às despesas, a janela teimou em não abrir, o que a coluna entendeu como algum problema menor a ser solucionado rapidamente.

SARNEY EM AÇÃO NO XADREZ DA CRISE POLÍTICA

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Quem apostou que com o fim do seu mandato senatorial o ex-presidente José Sarney mergulharia no anonimato dos “sem prestígio” e, angustiado, se dedicaria apenas à literatura, perdeu. Ao contrário do que lhe foi prognosticado por muitos, inclusive por cultuados analistas políticos da chamada grande imprensa, Sarney está politicamente vivo e, agora sem as obrigações do mandato na Câmara Alta, se movimenta com desenvoltura nos bastidores da politica nacional, transformado que está numa espécie de conselheiro máster da presidente Dilma Rousseff, com o objetivo de tirar o governo da enrascada política em que se meteu por causa do cenário econômico de crise. Ao mesmo tempo, Sarney se mantém ativo nas searas políticas do Maranhão e do Amapá, onde continua como principal referência dos grupos que seguem a sua orientação.

Aos 85 anos, Sarney está fisicamente bem e com a lucidez na plenitude, resultado de uma vida quase monástica e intelectualmente dedicada à política e à literatura. Agora sem mandato, ele cultiva, mais do que nunca, a sua máxima preferida, segundo a qual a política só tem porta de entrada, daí sua movimentação no circuito Brasília-São Luís-Macapá.

No plano nacional, o ex-presidente da República está atuando intensamente como interlocutor da presidente Dilma, com quem conversou pelo menos três vezes nas últimas duas semanas, e oráculo do PMDB, que o mantém em posição de proa, principalmente nos momentos de crise. Nos bastidores de Brasília, é corrente que a cúpula do PMDB não dá um passo sem ouvi-lo, a começar pelo presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Sarney mantém um frequente canal de conversas com o ex-presidente Lula, que também o consulta, independente de o momento ser ou não de crise.

A movimentação do ex-presidente se intensificou ao longo do mês de março, quando o PMDB entrou em rota de colisão com o Palácio do Planalto e, na esteira desse estado de forte tensão, a oposição, praticada principalmente pelo PSDB, criou e propagou o factoide do impeachment da presidente Dilma. Com a experiência de quem, como presidente da República, comandou a transição da ditadura para a democracia, conhecedor profundo, portanto, de como uma crise política pode se transformar numa crise institucional, Sarney é visto por muitos como o conselheiro certo para avaliar cenários e sugerir saídas.

Dono de um dos faros políticos mais apurados na República – há quem diga que o dele é o mais apurado -, Sarney percebeu que a pregação do impeachment poderia se transformar num factoide perigoso, que poderia ganhar volume, e partiu para o contra-ataque, aproveitando todas as oportunidades para desqualificar a estratégia oposicionista. Para ele, a tese do impeachment da presidente da República “não faz nenhum sentido”.

Numa entrevista à rádio britânica BBC, o ex-presidente foi taxativo na defesa da chefe do governo: “Isso é apenas uma reminiscência do impeachment do Collor. Mas isso [o impeachment] não ocorrerá de nenhuma maneira com a presidente Dilma. Pelo contrário, [Dilma] é uma pessoa que tem feito um esforço extraordinário na Presidência e ao mesmo tempo é uma sacerdotisa do serviço público, porque ela é uma mulher que tem tido um trabalho imenso e tem se dedicado de corpo e alma à sua tarefa”.

Sempre discreto, evitando exposições indevidas, o ex-presidente tem se movimentado nas mais diferentes direções, mas com foco firme no PMDB, onde sua influência é incontestável e onde sua palavra é sempre levada em conta. Atua ao mesmo tempo para manter a estabilidade do governo, mas também para fortalecer o partido. Há quem veja oportunismo na ação do ex-presidente, mas há também quem considere que nas atuais circunstâncias ter um conselheiro como Sarney é tudo o que a presidente Dilma precisa. Daí a avaliação de que o desfecho da crise política, qualquer que seja ele, será também responsabilidade do ex-presidente.

No plano estadual, Sarney faz e quer o seu grupo fazendo oposição cerrada ao governador Flávio Dino. Só que o grupo que o tem como referência não é hoje nem sombra do que foi até dezembro passado, quando a máquina pública ainda estava em seu poder. Sarney sabe que cabe a ele juntar o que sobrou daquele grupo, mas sabe também que enfrentará enorme dificuldade para juntar no mesmo balaio político a ex-governadora Roseana Sarney, o senador João Alberto, o ex-secretário Ricardo Murad e o ex-deputado Manoel Ribeiro, por exemplo. Corre o risco de sofrer em casa o seu primeiro fracasso em 60 anos de ação política, sempre vencendo desafios aparentemente invencíveis.

(R. CORRÊA)

AVALIAÇÃO DO GOVERNO DILMA DESPENCA,AFIRMA DATAFOLHA

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O governo da presidente Dilma Rousseff é avaliado positivamente por 13% dos entrevistados, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (18), considerado o ponto mais baixo desde o início de seu primeiro mandato, em janeiro de 2011.

O índice de eleitores que avaliaram o governo da petista como “ruim” ou “péssimo” é de 62%.

A última pesquisa divulgada pelo instituto, em 7 de fevereiro de 2015, apontava que Dilma tinha avaliação positiva de 23% dos entrevistados. À época, outros 44% disseram que o governo da presidente era “ruim” ou “péssimo”.

O resultado da pesquisa de avaliação do governo de Dilma feita neste mês é:

– Ótimo/bom: 13%
– Regular: 24%
– Ruim/péssimo: 62%

De acordo com o Datafolha, esta é a mais alta taxa de reprovação de um presidente da República desde setembro de 1992, véspera do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Na ocasião, pouco antes de ser afastado do Palácio do Planalto, a reprovação de Collor era de 68%, destacou o instituto de pesquisa.

Na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recordou o Datafolha, a pior taxa de aprovação foi de 28%, em dezembro de 2005, registrado pouco depois da cassação do mandato do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu.

O ex-ministro perdeu o mandato devido à suspeita de seu envolvimento no esquema do mensalão do PT.

A pesquisa entrevistou 2.842 eleitores logo após as manifestações do último domingo (15) que levaram milhares de pessoas às ruas do país para protestar contra Dilma e pedir o fim da corrupção no país. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Nota do governo

Ao questionar os eleitores sobre a avaliação do governo, o Datafolha também costuma pedir para os entrevistados atribuírem uma nota de 0 a 10 ao presidente da República objeto do levantamento.
Segundo o instituto, a nota média de Dilma é de 3,7, a mais baixa desde que a petista assumiu o comando do país, em 2011.

Na última pesquisa do Datafolha, em fevereiro, a nota média da petista era de 4,8.

No primeiro mandato da presidente, observou o Datafolha, a nota mais baixa atribuída a Dilma foi registrada em pesquisas realizadas entre junho e julho de 2014. Na ocasião, a nota média do governo era de 5,6.

Avaliação do Congresso

A pesquisa Datafolha mostra ainda que 9% dos entrevistados consideram “bom” ou “ótimo” o desempenho de senadores e deputados no Congresso. Outros 50% acreditam que a atuação dos parlamentares é “ruim” ou “péssima”.

Do G1, São Paulo

SOMOS UMA FARSA

golpe

Teria ido para manifestação de domingo se a principal motivação não fosse o impeachment.Nosso problema,nem no sonho,será resolvido com uma troca pura e simples.E,nesse caso,uma troca suspeita.Nosso vice-presidente é do partido mais fisiologista do país e sob ele estará a mesma engrenagem que mantém nossa cultura de corrupção.Iria para manifestação se fosse para apoiar o procurador-geral da República,Rodrigo Janot,vítima de um bombardeiro político.Iria se fosse para apoiar e exigir que o juiz Sérgio Moro continuasse a desmontar esse esquema sujo.Iria se fosse para cobrar do Congresso Nacional a aprovação de medidas de ajuste fiscal necessárias para corrigir erros que o governo cometeu,com o apoio do próprio Congresso e da base aliada.Todos eles ganharam muito maquiando a nossa realidade.Não fui para um protesto apoiar golpe,estimular a derrubada de um governo eleito democraticamente.Posso odiar, mas não posso fazer isso.Como diz Marina,”não se troca de governo,como se troca de camisa”.É fato.A maioria fez sua escolha e, agora,não é,simplesmente,trocando de comandante que teremos um exército mais eficiente.Que tal lutar por uma mudança de regras e de cultura?Mas no país da farsa,tudo que é muito mais difícil fica para depois,até um dia que aperta e o próprio umbigo é atingido.Boa parte da elite,da burguesia, da classe média ou do povão – seja lá como queiram chamar – que foi às ruas domingo,lambuzou-se com os benefícios que o governo deu nos últimos anos,de maneira equivocada,para “fingir” que estava tudo bom.

Quem fez panelaço trocou de carro várias vezes nos últimos anos,por o IPI(Imposto sobre Produtos Industrializados) estava reduzido;trocou todos os móveis da linha branca porque os impostos foram cortados.Comprou apartamento de meio milhão financiado pelos bancos públicos,com taxa de juros ainda alta,se comparada ao padrão mundial,mas bem bem mais baixa do que a praticada em outros tempos.Quem pede golpe – e não tem outro nome – ganhou dinheiro supervalorizando o preço dos apartamentos novos e usados de programas do governo,por causa das várias medidas que deram oportunidades aos que nunca tinham sonhado ter uma casa própria.

O movimento é legítimo, mas o seu objetivo é bem brasileiro.Fazer mudança para jogar tudo para debaixo do tapete e ficar como está.Sejamos sinceros:temos um problema de povo,cultural,de comportamento.Muitos dos que foram nas ruas domingo não foram para lá exigir um transporte público de qualidade.Aliás, irritam-se quando prefeituras abrem faixas exclusivas para ônibus e diminuem o espaço do “passeio individual”.Quem foi as ruas pedir o golpe finge que não sabiam que,desde sempre,empresas financiam campanhas milionárias de políticos, em troca das licitações arrumadinhas.Quem foi às ruas até pode argumentar que foi o PT que organizou e institucionalizou a roubalheira, mas não quer protestar e exigir,sistematicamente,uma reforma política.Aliás, não sabe o que é e tem preguiça de pensar sobre.

Não cometerei o erro da generalização, mas muitos “politizados” do impeachment querem a escravidão das empregadas domésticas e condena,simplesmente,o “bolsa família”.Tem preguiça de ir às ruas exigir do governo fiscalização e um plano mais eficiente de geração de emprego e renda, para que pessoas utilizem o benefício social, apenas,como trampolim.Quem pede o golpe não está preocupado com o bem comum,com a democracia.Está preocupado com o próprio umbigo,com as próprias dores.Afinal,agora está tudo mais caro e vai ficar mais difícil trocar de carro,viajar,exibir-se.

Somos um país de ignorantes e aproveitadores.Temos que ir às ruas para mudar a nós mesmos e não um governante.

(L. Cerqueira)

PROTESTAR COM BANDEIRA NACIONAL ENROLADA AO CORPO NÃO PROTEGE NINGUÉM

TODO CUIDADO É POUCO NA HORA DE SE MANISFESTAR NAS RUAS.

Protestar com a bandeira nacional enrolada ao corpo no protege ningum

Caros leitores,

A manifestação convocada para o dia 15/03 contra o Governo Federal está se avizinhando. Em razão disso, decidi reeditar este pequeno texto de minha autoria, de modo a alertar as pessoas desavisadas sobre os riscos de se enrolar na bandeira nacional, achando que adotando tal postura estarão protegidas de agressões da polícia.

No ano de 2013, após as manifestações iniciadas pelo movimento Passe Livre, milhões de brasileiros foram às ruas se manifestar defendendo as mais diversas causas. Naquela época, circulava no Facebook uma mensagem, cuja autoria era atribuída ao apresentador Jô Soares, em que ele, supostamente, recomendava aos manifestantes que se enrolassem em bandeiras do Brasil para manifestar, pois, assim se “vestindo”, caso fossem agredidos, haveria ofensa à bandeira nacional, o que, de acordo com o art. 44 do Decreto-Lei n. 898/1969, constitui crime.

Transcrevo abaixo o texto cuja autoria é atribuída a Jô Soares:

“Prezados;

Avisem a todos os manifestantes para usarem a bandeira brasileira como manto em volta do corpo, qualquer ato contra uma pessoa que esteja com a bandeira sobre o corpo é um ato contra a bandeira nacional. Isso é crime conforme o art. 44º do Decreto-lei nº 898, de 29 de setembro de 1969: “Destruir ou ultrajar a bandeira, emblemas ou símbolos nacionais…, quando expostos em lugar público: Pena: detenção, de 2 a 4 anos.

Os policiais provavelmente não vão respeitar isso devido à seu péssimo treinamento e pouco amor à pátria. Isso vai fazer eles se atacarem, pois vão ser feitas fotos com policiais atirando contra a bandeira, atirando spray de pimenta e bombas. Mesmo se nesse momento a imprensa não ficar a favor, vai atrair a atenção da imprensa internacional. Não apenas pelo fato do ataque à bandeira, mas também porque o dever de policias/bombeiros e médicos é servir a sua pátria tão amada.”

De fato, o artigo mencionado no texto dizia o seguinte:

“Art. 44. Destruir ou ultrajar a bandeira, emblemas ou símbolos nacionais, quando expostos em lugar público:

Pena: detenção de 2 a 4 anos.”

NOSSO ALERTA:

O referido Decreto-Lei de fato existia, mas foi REVOGADO pela Lei n. 6.620/78. Esta lei, por sua vez, foi revogada pela Lei n. 7.170/83, sendo que nesta lei o artigo em questão não mais existe; foi suprimido, ocorrendo verdadeira abolitio criminis. O referido dispositivo – art. 44 do revogado Decreto-Lei 898/1969 – NÃO EXISTE MAIS!

O episódio em questão é mais uma faceta do que se denomina “ativismo de sofá”, em que os internautas, em momentos como o presente, de agitação social, acreditando estarem praticando um ato de civismo ao compartilhar acriticamente conteúdos veiculados nas redes sociais, na verdade prestam um desserviço a seus pares. O pior é que essa falta de critério não atinge somente os desinformados. Tive a oportunidade de ver gente da elite intelectual compartilhando a falsa informação.

Ademais, além de não proteger ninguém seja lá do que for, enrolar-se na bandeira nacional configura contravenção penal, a teor do que dispõe a Lei n. 5.700/71:

Art. 31. São consideradas manifestações de desrespeito à Bandeira Nacional, e portanto proibidas:

(…)

III – Usá-la como roupagem, reposteiro, pano de bôca, guarnição de mesa, revestimento de tribuna, ou como cobertura de placas, retratos, painéis ou monumentos a inaugurar;

(…)

Art. 35 – A violação de qualquer disposição desta Lei, excluídos os casos previstos no art. 44 do Decreto-lei nº 898, de 29 de setembro de 1969, é considerada contravenção, sujeito o infrator à pena de multa de uma a quatro vezes o maior valor de referência vigente no País, elevada ao dobro nos casos de reincidência.

Sendo assim, fica o alerta para que os manifestantes não caiam nessa de sair enrolados em bandeiras do Brasil, pensando que estarão protegidos. O tal post do Jô Soares está errado. Aliás, como o próprio apresentador faz questão de ratificar em seus programas, ele não faz parte de nenhuma rede social.

Enrolar-se na bandeira nacional, no máximo, pode proporcionar um efeito moral, simbólico, mas jamais protegerá o manifestante de absolutamente nada. Ao contrário, tem o condão de torná-lo um contraventor, conforme disposto na Lei n. 5.700/71.

Clicar o mouse, não se nega, pode transmitir a sensação de poder. Está tudo na frente do internauta, pronto para ser acessado e compartilhado no momento em que ele bem desejar. Mas, nunca é demais investir um pouco de tempo para pesquisar as informações veiculadas em sites e, principalmente, nas redes sociais antes de saírem compartilhando-as.

O alerta é pertinente, porquanto mensagens equivocadas, como a atribuída a Jô Soares, têm o potencial de encorajar pessoas desavisadas a irem para as ruas pensando que estarão trajando um “escudo” ou uma “capa de super-herói” e, além disso, em razão da conhecida truculência de alguns policiais durante as manifestações.

Pesquisem as informações antes de saírem compartilhando nas redes sociais.

Manifestem com responsabilidade.

Um fraterno abraço a todos, e viva a democracia!

Vitor Guglinski